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Não permitamos que fechem as portas da esperança

NÃO PERMITAMOS QUE FECHEM AS PORTAS DA ESPERANÇA

Mesmo tomando posição radicalmente contra a pena de morte para qualquer criminoso, continuo acreditando que o traficante de drogas, pelo mal que causa à sociedade, “perde o direito de viver”. Como a pena capital é violenta demais e fere os princípios cristãos, digamos que “perde o direito de viver em sociedade”. Este é um direito que pode ser recuperado, embora a longo prazo, depois de comprovada mudança no modo de agir.
As Comunidades Terapêuticas, hoje existentes em toda parte, conhecidas como casas de recuperação, realizam esse prodígio, trabalhando para a profunda mudança dos usuários e dos traficantes que se decidam a dar novo rumo à sua vida, rompendo definitivamente com a droga.
No Brasil existem algumas centenas dessas comunidades que trabalham iluminadas pelo Evangelho. Elas honestamente afirmam aos que as procuram que ali vieram, não para se libertar das drogas, mas para reformular a vida e construir uma nova pessoa. A libertação é a consequência da mudança que acontece lentamente. E ela só será alcançada à medida que a Palavra de Jesus for colocada como alicerce da construção.
Mas, pasmem todos, temos uma notícia espantosa que a grande imprensa não divulga. Pessoas e grupos veem com maus olhos as Comunidades Terapêuticas e estão se unindo para derrubá-las Querem para elas a pena de morte. Os inimigos não são usuários ou traficantes, são pessoas da sociedade, responsáveis pelo bem comum, pela saúde mental de nossas redes de saúde pública.
Sabemos que um decreto pode fazer rolar as cabeças, daí a preocupação de todas as pessoas que conhecem o fruto desse trabalho. As Comunidades Terapêuticas se unem em defesa da sua filosofia e fazem apelo a toda a sociedade para que levantem a voz em seu favor. Elas podem ser a última esperança de salvação do mundo contra as drogas, pelo trabalho eficaz que realizam. Elas poupam dinheiro ao Governo pelo serviço voluntário de uma multidão de pessoas. Elas evitam crimes hediondos oferecendo novos caminhos aos que andavam desviados. Elas levam paz às famílias que haviam perdido os horizontes. Uma lei insensata pode derrubá-las. O apelo é que nos unamos todos, elevando nossas vozes e gritando sem medo a quem tem poder de decisões no Governo: fechar as portas das Comunidades Terapêuticas é derrubar de uma vez as portas da esperança que elas nos asseguram, de viver em um mundo sem drogas.
No Brasil, entre muitas comunidades que assim trabalham, destaca-se a Fazenda da Esperança, que nasceu em Guaratinguetá, no Estado de São Paulo, e expandiu-se por muitos países. São mais de 90 comunidades masculinas e femininas no Brasil, na América, na Europa, na África, na Ásia. Todas elas têm sua origem na primeira experiência de Guaratinguetá, há trinta anos. Em um processo de doze meses, realizam milagres de transformação nas pessoas. Milagres que acontecem em um grande número de outras comunidades, com outras denominações, que colocam a Palavra de Deus como base da recuperação.
O Papa Bento XVI visitou a Fazenda da Esperança e lá deixou um recado aos traficantes do mundo inteiro. Não foi um recadinho, mas uma séria advertência aos que espalham a droga.
Falou Bento XVI: “O Brasil possui uma estatística das mais relevantes, no que diz respeito à dependência química, de drogas e entorpecentes. E a América Latina não fica atrás. Por isso, digo aos que comercializam a droga que pensem no mal que estão provocando a uma multidão de jovens e de adultos de todos os segmentos da sociedade. Deus vai exigir-lhes satisfações. A dignidade humana não pode ser espezinhada desta maneira. O mal provocado recebe a mesma reprovação dada por Jesus aos que escandalizavam o pequeninos, os preferidos de Deus”.
O Papa deu uma ordem à Fazenda da Esperança e, por meio dela, a todos os que trabalham para salvar o mundo das drogas: “Vocês devem ser os embaixadores da esperança”. A visão do Papa é que a esperança de um mundo sem drogas está na atuação das Comunidades Terapêuticas, onde o ensinamento de Jesus é plantado, como boa semente, no coração das pessoas. Nem todos têm a mesma visão do Papa, mas a experiência dos que batalham nesta área é que não há outro caminho de recuperação. Fechar as portas destas comunidades é cerrar um caminho de esperança. Sem esperança há desespero. E o desespero é pena de morte.

Padre Osvaldo Gonçalves SSCC

 
  Padre Osvaldo Gonçalves, SSCC
Padre da Congregação dos Sagrados Corações, Fundador da Família de Caná, diretor da Fazenda Recanto de Caná, da Comunidade Feminina Padre Eustáquio e da Comunidade "Eu Quero a Vida", para menores.

Artigo publicado em 11/02/2015


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