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Ver, recordar e contar: verbos que descrevem a missão

Nas leituras bíblicas da liturgia de hoje ressoa duas vezes a palavra "testemunha". A primeira vez nos lábios de Pedro que após a cura do paralítico exclama: “Matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos: nós somos testemunhas”. A segunda vez em que ouvimos a palavra “testemunhas” nas leituras deste domingo são pronunciadas pelo próprio Jesus Ressuscitado que na noite de Páscoa diz aos discípulos: “Disto vós sois testemunhas”.

Os Apóstolos, que viram com os próprios olhos Cristo ressuscitado, não poderiam silenciar a extraordinária experiência. Ele apareceu a eles a fim que a verdade de sua ressurreição chegasse a todos através do testemunho deles. E a Igreja tem o dever de prolongar esta missão; todo batizado é chamado a testemunhar com palavras e com a vida, que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo e presente no meio de nós. Todos nós somos chamados a dar testemunho de que Jesus está vivo.

Podemos perguntar: afinal, quem é uma testemunha? Testemunha é alguém que viu, que recorda e conta. Ver, recordar e contar são os três verbos que nos descrevem a identidade e a missão. A testemunha é alguém que viu, mas não com olhos indiferentes; viu e deixou-se envolver pelo evento. Por isto recorda, não somente porque sabe reconstruir em modo concreto os fatos que aconteceram, mas porque aqueles fatos falaram-lhe e ele colheu o seu sentido profundo. Então, a testemunha conta, não em maneira fria e destacada, mas como um que se deixou pôr em questão, e desde aquele dia mudou de vida.

O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria, não é uma ideologia ou um complexo sistema de preceitos e proibições ou moralismo, mas uma mensagem de salvação, um evento concreto, aliás uma pessoa: é Cristo Ressuscitado, vivo e único Salvador de todos. Ele pode ser testemunhado por aqueles que tiveram uma experiência pessoal com Ele, na oração e na Igreja, através de um caminho que tem o seu fundamento no Batismo, seu alimento na Eucaristia, o seu selo na Confirmação, a sua conversão contínua na Penitência. Graças a este caminho, sempre guiado pela Palavra de Deus, todo cristão pode se tornar testemunha de Jesus ressuscitado. E o seu testemunho é tanto mais credível quanto mais transparece um modo de viver evangélico, alegre, corajoso, manso, pacífico, misericordioso. Se, ao invés, o cristão se deixa tomar pelas comodidades, pela vaidade, pelo egoísmo, torna-se surdo e cego ao pedido de "ressurreição" de tantos irmãos, como poderá comunicar Jesus Vivo, como poderá comunicar a potência libertadora de Jesus vivo e sua infinita ternura?

Maria nossa Mãe nos sustente com a sua intercessão, para que nos tornemos, com as nossas limitações, mas com a graça da fé, testemunhas do Senhor Ressuscitado, levando às pessoas que encontramos os dons pascais da alegria e da paz.

 
  Papa Francisco
Sumo Pontífice da Igreja Católica

Artigo publicado em 20/04/2015


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