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A família diante das drogas - Meu filho está usando drogas

"Tenho 18 anos e sou viciada em drogas. Eu quero mudar de vida, mas para isso preciso de ajuda, quero sair das drogas. Tudo começou com uma brincadeira, pensei que fosse só uma vez e me enganei; não tenho coragem de falar com minha mãe, embora sinta que ela sabe, e não sabe o que fazer. Porém estou grávida, mas não quero prejudicar o bebê, pois ele não tem culpa e preciso protegê-lo. Estou desesperada, não sei a quem recorrer, pois as clínicas não me aceitam por estar grávida; se vocês puderem, por favor me ajudem e ajudem meu filho." G.C.B. (do site da Família de Caná)

A descoberta

Quando o uso de drogas se instala no ambiente familiar, a primeira atitude dos pais é de negação: "Não é possível! Isso não está acontecendo conosco!" Estou falando de drogas ilícitas. Porque, na maioria das vezes, quando elas entram no lar, as chamadas "drogas lícitas" - lícitas, mas igualmente nocivas - há muito imperavam no pedaço.

"Descobrir a adição (=dependência) do filho, certamente desata uma síndrome de alarme na família. A descoberta desencadeia certas mudanças no sistema, com características próprias em cada grupo familiar. Há famílias que fecham fileiras em volta do adito; nas mais patológicas, geralmente o expulsam de casa. Animo-me a dizer que essa ultima é a modalidade preferida, tanto por famílias como por escolas, e a sociedade em geral." (Adaylton de Almeida Conceição)

Segundo o Dr. Içami Tiba, "são atitudes muito comuns a vergonha, o constrangimento, o silêncio, as reticências, o mau humor, as respostas evasivas. Diante de situações desse tipo, é comum o pai ficar bravo, agressivo, e a mãe entrar em depressão e chorar, sentindo-se culpada: "onde foi que errei?". Enfim, é difícil para todos - pai, mãe e filhos - manter um diálogo tranquilo numa hora dessas, pois todos se encontram emocionalmente envolvidos uns com os outros e, cada um à sua maneira, com a droga."

Os sintomas

A primeira questão que se põe é como reconhecer que o filho está usando drogas.

O Dr. José Elias Murad, um dos mais antigos, competentes e ativos estudiosos do assunto e batalhador incansável contra o uso das drogas, diretor da clínica de recuperação ABRAÇO, enumera alguns sintomas, que não devem ser considerados isoladamente, mas combinados uns com os outros.

1. Falta de motivação para atividades comuns ou que antes ele achava importantes, como tocar algum instrumento, praticar esportes.
2. Queda no rendimento ou abandono do trabalho e/ou dos estudos.
3. Falta de apetite, ou acessos de gula, especialmente por doces
4. Irritabilidade/depressão, insônia/sonolência, sintomas que variam de acordo com o tipo de droga usada.
5. Atitudes furtivas ou impulsivas.
6. Uso de óculos escuros, mesmo durante a noite, para evitar expor os olhos vermelhos e
injetados.
7. Uso de camisetas de mangas longas, para disfarçar a marca das picadas.
8. Desaparecimento de dinheiro e objetos de valor.
9. Som em alto volume, como forma de potencializar ou compensar os efeitos da droga
10. Troca do dia pela noite.

No seu estilo colorido e espontâneo, o Padre Osvaldo Gonçalves, relata a sua experiência:

"Os primeiros sinais de dependência química aparecem com os problemas na escola e a mudança de hábitos. Acontece a troca do dia pela noite, a troca de amizades. Isso é o começo. Com o decorrer do tempo, surgem pequenos furtos. Depois podem vir grandes furtos, quebradeiras, agressões de toda espécie. Recebi mães com os olhos roxos por causa de socos dados por seus próprios filhos. Já vi um filho esbofetear a mãe na minha frente, sem me dar tempo de fazer nada".

Quando existe um ambiente familiar saudável, onde a tônica é um clima de afeto e o diálogo franco e constante entre pais e filhos, fica muito mais fácil perceber as mudanças de comportamento e diagnosticar a nova e triste situação.

Quem desejar conhecer o trabalho da Família de Caná, ou precisar da sua ajuda, acesse o site www.familiadecana.com.br ou telefone para 31 3462-9221. Leiam o livro do Pe. Osvaldo Gonçalves "Eu me envolvi com os drogados", emocionante relato de seu trabalho na FAZENDA RECANTO DE CANÁ.

 
  José Wagner Leão
Assessor de Comunicação da Família de Caná

Artigo publicado em 26/01/2013


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